Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 27/11/2020

Durante o período de formação do Brasil, as pessoas eram divididas das seguintes formas: donos de terra e escravos, os escravos poderiam ser indígenas ou negros. Com o passar do tempo, esses escravos deixaram de habitar as senzalas e foram forçados a viver em regiões com recursos deficitários, dentre eles, a educação. Hodiernamente, devido a esse deficit na educação pública, somado ao preconceito primitivo que afeta essa população, a cota nas universidades passou a ser uma necessidade para o embarque de muitos jovens mas universidades.

Segundo ao art. 205 da Constituição, a educação é um direito de todos, entretanto, é inegável a diferença entre escolas privadas e públicas, não só na qualidade de ensino, como também na infraestrutura, organização e etc., Tais diferenças fazem com que os alunos de escolas públicas tenham tanto seu aprendizado lesionado quanto suas chances de ingressar no ensino superior muito menores, fazendo com que, sem cota, seja quase impossível de concorrer com alunos bem preparados vindos de escolas privadas.

Não obstante, os jovens de cor são os principais prejudicados, sendo vítimas constantes de preconceitos raciais devido ao papel de seus ancestrais sob uma visão eurocêntrica na história do país, e mesmo que as correntes físicas tenham sido quebradas há muito tempo, enquanto 61% dos negros frequentam universidades públicas (graças as cotas), 78% dos brancos frequentam as mesmas universidades, segundo o IBGE, fortalecendo a ideia de que as correntes sociais e culturais preconceituosas continuam firmes.

Dito isso, é de suma importância que tanto o MEC dê mais atenção à rede de ensino público, trazendo projetos de inclusão, oficinas de estudo, auxílio psicológico e cobrança positiva, a fim de melhorar o desempenho dos alunos, como também, a secretária da cultura promova palestras, aulas e ouros projetos para enaltecer culturas indígenas e afrodescendentes para que, futuramente, a cota, que hoje é um meio de combater a discriminação, não seja ais necessária.