Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

Em segunda análise, tem-se a afirmação do economista britânico, Arthur Lewis: “Educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”. Diante dessa perspectiva, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no relatório divulgado em 2016, mostrou resultados satisfatórios correlação as cotas, as quais permitiram acesso das minorias em mais de 30% nas universidades, tais algoritmos estavam estagnados em apenas 11% antes da implantação dessa política. Todavia, o “Sistema de cotas” apresentou algumas falhas, estas se baseiam em estudantes que usurpam a vaga de verdadeiros cotistas, utilizando-se de documentos falsos. Apesar das controvérsias, para a implicação antes citada, as universidades adotaram medidas únicas para supervisionar o fator da legalidade.

Portanto, a Política de Cotas é uma maneira de incluir minorias e prezar pelo desenvolvimento e diversidade do país. Destarte, o Ministério da Educação, em consonância com o Estado e instituições de ensino universitárias, deve consolidar tal sistema inclusivo, melhorando os métodos para detectar falsos cotistas. Não obstante, é notório que milhares de estudantes da rede pública não conhecem a iniciativa e, por conseguinte, seus benefícios, por isso o Governo Federal em períodos de vestibular deve criar propagandas, em redes sociais ou nas escolas, demonstrando a importância do ensino superior. Diante dessas implicações, a ação afirmativa cumprirá sua função de servir como reparação histórica, auxiliando indiretamente na melhoria e bem-estar de vida da sociedade brasileira.