Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
É notório perceber que as cotas em universidades se tornou um tema bastante discutido em debates. Apesar das cotas serem criadas com o intuito de acabar com desigualdades em instituições de ensino, acabam criando mais desigualdades entre concorrentes de uma prova. A falta de critérios mais justos e a ineficácia em comprovar certas afirmações são fatores que impedem a solução desse impasse.
Primeiramente, a cota racial é um sistema que privilegia pessoas negras e indígenas facilitando a entrada delas nas universidades, porém dificulta a aprovação de pessoas brancas. Isso é uma contradição, visto que o objetivo inicial era acabar com as desigualdades, entretanto facilitou para alguns e dificultou para outros. Além disso, essa cota é entendida por muitos como uma afirmação de que o negro e o indígena não têm capacidade intelectual para disputar um mesmo processo seletivo com outras pessoas.
Além disso, vale ressaltar que as cotas promovem afirmações subjetivas. A questão da cor da pele, por exemplo, é muito debatida, pois é revoltante imaginar na possibilidade de se impor um tom de pele afirmando ser negro ou não. Um caso muito conhecido foi dos irmãos gêmeos idênticos que tentavam entrar na faculdade, porém apenas um deles foi considerado negro pelo sistema de cotas da instituição. Isso é um fato que comprova a subjetividade no processo de cotas raciais.
Diante da desigualdade causada pelas cotas, principalmente cotas raciais, cabe ao Estado juntamente com o Ministério da Educação (MEC) investir em educação básica nas escolas públicas de todo o país para evitar disparidades na educação de grupos mais vulneráveis da sociedade. Assim o sistema de cotas será desnecessário em universidades.