Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 29/11/2020
Cotas raciais: medidas que estimulam a democracia.
A obra “Utopia”, do pensador inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é padronizada pela falta de problemas. No entanto, ao observar a realidade atual do Brasil, a baixa inclusão de negros nas universidades públicas torna-se barreira para a idealização de More. Esse cenário contrastante é oriundo tanto do racismo, quanto da inacessibilidade à todos de uma boa educação. Diante disso, é de suma pertinência o debate sobre tais aspectos.
Primeiramente, deve-se dizer que a ação discriminatória impera. A esse respeito, a Constituição Federal defende que “todos os indivíduos são iguais perante a lei”. Contudo, o racismo, construção cultural, baseada em princípios infundados, que inferioriza a população negra, ainda é inerente na sociedade, o que declara a ineficiência das leis no país. Dessa forma, o negro passa a ser marginalizado e tem seus direitos questionados.
Ademais, a desigualdade educacional corrobora para a problemática. Segundo o que o pensador Nelson Mandela disse “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, uma vez que contribui para o esclarecimento da população. Entretanto, essa arma passa a ser elitista e seletiva quando as classes menos favorecidas não as possui com a qualidade necessária. Visto isso, por exemplo, os vestibulares, com alto rigor de conhecimento, passam a ser extremamente concorridos e pouco alcançáveis para tais cidadãos. Analisando isso, as cotas raciais são de extrema importância para esse quesito, uma vez que surgem como medidas democráticas, levando acessibilidade aos indivíduos mais carentes.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que a situação se amenize. O Governo Federal, através do Ministério da Educação, deve realizar palestras nas escolas sobre a importância do combate ao racismo, contratando sociólogos e historiadores para que relatem as marcas históricas e as consequências da discriminação nas diversas esferas sociais. Além disso, esse mesmo órgão público, o Ministério da Educação, deve aumentar o número de costas raciais e ações afirmativas nas universidades públicas, a fim de que a população negra passe a ser mais ativa socialmente. Assim, o Brasil progredirá para um futuro melhor, isto é, lutando pela igualdade social.