Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega uma vez que, em pleno seculo XXl ainda persiste a desigualdade social de raça, o qual para democratizar e os negros terem equidade  é necessário politicas afirmativas, porém apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagónico é fruto tanto da falta de uma educação de qualidade, quanto do conservadorismo do preconceito enraizado. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspetos para a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipualmente, é fulcral pontuar que a desigualdade social de raça deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobes, O estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação, a necessidade de ter uma educação de qualidade prejudica uma parcela da população nega, pois os mesmos por serem de situação socioeconómica baixa chegam despreparados dos demais para competir uma vaga na universidade, diante disso, a politica de cotas é uma solução imediata para reparar esses danos históricos, assim como na educação de má qualidade que é disponibilizado pelo governo. Desse modo, faz- se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o Conservadorismo do preconceito enraizado, como promotor do problema uma vez que, muitas pessoas não veem a necessidade de ter politicas afirmativas, acham que é um retrocesso e quando na verdade é uma reparação histórica por tudo que os negros sofreram e vem sofrendo na sociedade de hoje que se diz ser democrática. Como diz, o Sociólogo Florestan Fernandes(1920-2995) “As cotas nas Universidades são inclusivas, pois visa a diminuição das desigualdades. Partindo desse pressuposto percebe-se a falta de democratização para  inclusão a equidade dos negros nas Universidades contribui para esse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a desigualdade de raça, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermedio do Ministério publico da educação será revertido em um ensino de qualidade, da base ao ensino medio, como também confecção de livros de sociologia abordando essa tematica que é de grande importância para o avanço da representatividade negra. Só assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.