Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/11/2020
No livro “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é representada uma sociedade perfeita, que se caracteriza pela ausência do racismo. No entanto, no Brasil, observa-se uma realidade bem diferente, já que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado, porém existem pessoas que afirmam não existe esse tipo de preconceito e que ações inclusivas como as cotas são desnecessárias e prejudiciais a todos. Ademais, existem dois fatores intensificadores da problemática o déficit na educação e raízes históricas Nesse viés, o filosofo Immanuel Kant diz “ o homem é aquilo que a educação faz dele “, logo, uma sociedade com defasagem educacional sofrerá com diversas mazelas. Outrossim, no Brasil, para se ingressar em uma faculdade gratuitamente é necessário passar por um vestibular, todavia a parcela pobre da população, de maioria negra, não tem acesso a educação de qualidade, por isso encontra dificuldade para entrar na universidade. Dessa maneira, as cotas raciais entram para contorna a problemática e dar a jovens negros cursos superiores, sendo de extrema importância ,visto que esse país segrega e exclui minorias. Nesse contexto, o Brasil sofreu com a escravidão por 300, porém, em 1888, Princesa Isabel assinou a libertação de todos os negros do país. Entretanto, os escravos recém libertados se viram a mercê na sociedade e sem oportunidades. Dessarte, percebe-se que esse atoa desplanejado deixou danos na comunidade afrodescendente em razão de que antes das cotas eram minorias nas faculdades federais e atualmente são 51%, assim evidenciando a eficácia dessa politica e contrariando a ideia de que ela aumenta a desigualdade racial, uma vez que deu a oportunidade de esse nicho social ascender de classe econômica e ter melhores condições de vida. Portanto, com o intuito de que jovens negros continuem sendo maioria nas universidades é necessário que o Governo Federal, mediante Ministério da Educação, continue com as cotas e junto a isso dê cursinhos preparatórios para vestibulares, por meio do investimento em professores de maior grau de formação.