Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
A formação acadêmica no Brasil é variável, pois alunos de escolas particulares possuem mais recursos financeiros para investir em seus estudos tendo um conhecimento superior comparado aos alunos da rede pública, mesmo depois de tantos anos esse problema ainda não foi combatido, oque o torna prejudicial e maléfico para a sociedade. Com isso, em 2002 foi utilizado pela primeira vez no Rio de Janeiro o uso de cotas para a entrada no ensino superior. E em 2004 também inseriram nas cotas o racial (negro, pardo e indígena) para estudantes de escola pública.
Portanto, ate os dias de hoje grande parte da população acha que cotas são privilégios, pelo contrário são apenas uma forma de tentar trazer igualdade para a sociedade e reparar os danos da injustiça histórica de nossos ancestrais, pois infelizmente nosso Brasil não tem investimentos necessários para que todos tenham o mesmo acesso a educação como nas escolas pagas.
Ademais, comentários preconceituosos surgem, menosprezando os candidatos que usam cotas para entrarem em universidades de prestigio como: Se não teve uma boa base na escola como vai manter as notas na faculdade, vai abaixar a nota da faculdade, e nas pesquisas feitas vemos que ocorre o contrário, pois essas pessoas dão o devido valor pela sua vaga e se empenham ao máximo para conseguirem seu diploma.
Portanto, medidas devem ser tomadas para combater esse impasse, cabe ao Ministério da Educação, investir em aulas preparatórias do vestibular para a grade curricular do ensino médio, para assim no dia do vestibular como o ENEM seus alunos estejam prontos para esse desafio, para que além das cotas seus alunos não se sintam inferiores por terem que usar uma coisa que é um direito deles. Além disso, cabe a ANCINE (Agência Nacional do Cinema), proporcionar filmes e séries de maneira gratuita, que abordem essa temática, com o fito de mostrar como essa conquista é uma vitória e um direito dos menos favorecidos, afim de aumentar a inclusão de todos na graduação independente da sua situação financeira, raça e estudo.