Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

O filme ‘‘O menino que descobriu o vento’’ mostra a história real do africano de 14 anos que criou um método de irrigar a colheita em uma terra seca, através da energia eólica. Diante disso, pode-se observar a necessidade de oportunizar o ensino às classes menos favorecidas, pois o racismo somado à distribuição desigual de renda impulsionam o preconceito e a pobreza, por isso, essas óbices devem ser combatidas.

Em primeira análise, é importante ressaltar a intrínseca relação entre a discriminação e a interferência no acesso a educação. Conforme a Constituição Federal Brasileira, a educação é direito de todos e dever do Estado. Logo, o Governo, de forma plausível, institucionalizou as cotas para evitar a crença na supremacia racial, fator que impossibilita o ingresso da população negra nas instituições educacionais. Nesse sentido, é indubitável a imprescindibilidade em defender as cotas raciais para assegurar não somente a igualdade, mas também a equidade para negros.

Em segunda análise, outro obstáculo segregacionista é a má gestão econômica dentro da nação. De acordo com o site de notícias R7, o Brasil possui um dos menores índices de Gini, ou seja, quanto menor o número de um pais, mais desigual ele é. Com efeito, percebe-se um entrave para a  plena democracia, pois a ínfima quantidade de capital monetário obsta os indivíduos com poucos recursos de usufruírem da didática de qualidade. Portanto, é fundamental equilibrar o sistema tributário, a fim de promover o desenvolvimento social e retirar o Brasil de classificações negativas.

Por conseguinte, cabe às Organizações Não Governamentais, como, por exemplo, a ‘‘Conectas Direitos Humanos’’ proporcionar aos negros maiores chances de se inserir no meio universitário, mediante a criação de passeatas e a organização de movimentos para manter as cotas, com o objetivo de gerar maior igualdade na qualificação e na disputa por vagas. Outrossim, o Ministério da Economia, concomitantemente com o Ministério da Cidadania, deverão aumentar o peso da tributação sobre o patrimônio e renda do topo da pirâmide social e, assim, alcançar o desenvolvimento.