Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
No livro “Utopia”, de 1516, o filósofo Thomas Morus propõe uma sociedade ideal e perfeita. Nela pontua-se a ausência de adversidades e conflitos, modelo que inspira as civilizações ocidentais. Dessa forma as Cotas nas universidades aproximam o Brasil desse lugar utópico. Nesse contexto cabe reconhecer, que a divida histórica ,bem como, a falta de estrutura do país são fatores determinantes para essa problemática.
Diante desse cenário, cabe salientar que a incumbência historial que o Brasil tem com esses povos, vem de tempos arcaicos, desde a formação do país. A esse respeito vale referenciar a Lei Áurea assinada pela princesa Isabel, em 1555, em que a lei concedia emancipação, porém não visava a inclusão dos negros na sociedade. Nessa perspectiva, a visão que, os negros tiveram uma antagônica de se incluírem na aristocracia da época, visto que, não receberam nenhum apoio do governo, refletindo na sociedade hodierna, em que os negros ainda lutam para ter o mesmo aceso e privilegio dos brancos, exemplifica-se a vaga em faculdades federais que e frequentada na maior parte pela elite. Tal problemática , recorda essa divida que após muitos anos continua interferindo na geração superna. O que urge mitigação.
Em uma segunda análise, destaca-se a lacuna de catadura como fator que ganha força nessa discussão. Nesse panorama, e dado que, o Brasil tem uma estrutura pouco expressiva em relação a educação, posto que, o ensino publico tem uma imponente defasagem, em que não tem estrutura para preparar os alunos para o ensino superior , ficando inferiores as escolas particulares, em que no tempo hodierno tem ganha cada vez mais espaço nas faculdades. Exemplificando tal conjuntura, têm-se a pesquisa feita pelo MEC, que afirma que, 10% das escolas com as maiores notas no Enem 2017, 18% são públicas e 82% são particulares. já entre as 10% com menores notas, todas são escolas públicas. Tal pesquisa remete ao grande abismo que se tem no pais e revela uma disparidade entre os ensinos. Portanto são necessárias práticas que rompam com esse quadro vigente.
Depreende-se portanto que são necessárias medidas que aproximem o Brasil desse lugar utópico proposto por Morus. Desse modo, o Governo, principal órgão detentor de poder, ,juntamente com a Secretária de Educação, deve promover, programas nas escolas que tenham como objetivo incentivar os alunos negros, valorizando sua cultura e historia. Outrossim e mister , que o Estado com o apoio de algumas empresas privadas deve star promovendo melhorias nas escolas públicas, investindo em melhores materiais e professores, e que tenham cursinhos voltados para o Enem, bancados pelo Governo. E com efetivas praticas dessas medidas esse óbice há de ser atenuado.