Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
Assinada pela princesa Isabel em 1888 a Lei Aurea libertou todos os negros escravizados. Desde então o negro foi marginalizado e excluído socialmente. A lei de cotas foi aprovada para tentar corrigir tal discriminação, facilitando o acesso do negro às universidades públicas e privadas.
Antes dos sistemas de cotas entrarem em vigor as universidades públicas brasileiras eram compostas em sua maioria por universitários brancos e de boa situação econômica de acordo com o IBGE, após 17 anos de algumas universidades públicas adotarem sistemas de cotas e 8 anos da lei de cotas a situação é outra: 50 por cento dos universitários se declaram como pretos ou pardos. Tais dados demonstram o sucesso e a imprescindibilidade de tais ações.
As populações negra e branca não possuem muita discrepância no que se refere a número de pessoas, da população total brasileira cada uma gira em torno dos 50 por cento. No entanto quando o assunto é salário, assassinatos a realidade é outra. A mulher negra é a que recebe o menos, o jovem negro possui quase três vezes mais chances de ser assassinado que um jovem branco. Por estes e outros motivos é necessário que haja ações afirmativas como as cotas para garantir que a população negra seja menos marginalizada e mais respeitada na sociedade.
É indubitável a substancialidade que as cotas têm numa sociedade diversa como a brasileira. Sendo indispensável para a formação de um país mais justo e ético tais ações devem ser mantidas e aprimoradas. As universidades devem instituir bancas de avalições para impedir fraudes e o governo desenvolver métodos para garantir maior inclusão para os negros não somente nas universidades mas também no mercado de trabalho.