Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 05/02/2021
A política de cotas é, hoje em dia, um tema muito discutido e que divide várias opiniões. Há quem diga que é algo justo e necessário para a diminuição das desigualdades e há quem diga também que é um programa que só perpetua o racismo. Todavia, é possível perceber que se houvessem mudanças no país, essa política injusta não seria nem pauta de debates.
Primeiramente é preciso evidenciar o quão o sistema de cotas é falho. Nos vestibulares, o que é levado em conta em relação a cor de pele, é a auto afirmação. Isto, contudo, pode gerar fraudes de diversas maneiras. Com isso, para haver um sistema anti-fraudes, seria preciso um tribunal para discutir a cor de tal candidato, difundindo ainda mais o racismo.
Embora as cotas ajudem um certo grupo bem específico de pessoas, ela se faz injusta exatamente pelo mesmo fator. Todas as pessoas brancas que estudaram em escola particular são excluidas do benefício e tem o caminho até a faculdade bem mais alongado em relação aos cotistas. Esse fator gera uma distinção que subjulga os negros como incapacitados de entrar numa universidade pelo próprio esforço.
O sociólogo Gilberto Freyre em sua teoria de democracia racial já falava de uma igualdade para todos independente de cor, raça ou etnia. Entretanto, é necessária uma série de políticas públicas para que essa teoria se faça presente na sociedade.
Primeiramente, o governo federal junto ao Ministério da Educação deveria invertir amplamente em educação básica. Assim, com ensino primário de qualidade, todos os jovens vestibulandos teriam as mesmas oportunidades e o mesmo grau de concorrência independente de onde estudaram. Com isso, seria plausível parcerias das próprias escolas com empresas de tecnologia para que os jovens mais carentes tivessem oportunidade de um ensino de qualidade desde cedo e as cotas nao fossem mais um problema existente.