Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/04/2021
O ´´Mito da Caverna´´, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito a inclusão de cotas nas universidades. Diante dessa pesperctiva, observa-se a consolidação de um grave problema, devido falta de conhecimento sociocultural a respeito do tema e a base educacional que ainda é um desafio no Brasil.
A princípio, a falta de conhecimento sociocultural caracteriza-se como um complexo dificultador. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Diante disso, vale ressaltar que pessoas negras e indígenas, historicamente fazem parte de um grupo que foi oprimido na época da colonização e até hoje sentem os reflexos disso na sociedade. Dessa forma, a criação do sistema de cotas foi necessária para que essas classes desfavorecidas tivessem as mesmas oportunidades e acesso ás universidades públicas.
Por conseguinte, cabe esclarecer a base educacional do país. De acordo com dados estatísticos, a classe baixa representa cerca de 47% da população brasileira. Desse modo, os estudantes que não possuem renda para frequentar uma escola particular, estão em desvantagens para disputar uma vaga na universidade pública com aqueles que frequentam. Porém, essa disparidade tem como causa a negligência do governo em oferecer uma educação favorável, tendo em vista que, se a educação pública fosse benéfica, não seria necessário recorrer à particular.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Logo, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, aumente o investimento e melhore a gestão nas escolas públicas, para que exista uma distribuição justa dos recursos e uma definição de parâmetros mínimos de qualidade, e assim, frear a desigualdade. Ademais, as prefeituras em parceria com o governo do estado, devem proporcionar oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanais culturais dos colégios estaduais, de modo a proporcionar a visualização do assunto, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema. Só assim, será possível melhorar a qualidade de ensino no Brasil, que irá abranger e beneficiar a todos os alunos