Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/05/2021

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que o dificil acesso às universidades por pessoas mais pobres,  demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Com efeito, evidencia-se a necessidade de faver cotas raciais nos concursos e vestibulares, no que tange à questão do dificíl acesso à educação, que persiste influenciado por questões políticas, além do legado histórico.

Nessa perspectiva, há inúmeras questões políticas, que influem decisivamente na consolidação do problema. Dessa forma, conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, o difícil acesso a educação, não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução do problema.

Além disso, cabe ressaltar que o legado histórico é um forte empecilho para a resolução do problema. Outrossim, de acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, o dificil acesso à educação por parte da população mais pobre, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas ao passado brasileiro, o que dificulta ainda mais sua resolução.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação oferecer mais vagas na universidade para a população marginalizada, por meio da ampliação das cotas sociais. Para que , assim, haja a finalidade de garantir a democratização do acesso às universidades.