Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 03/05/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão de existirem grupos contra as cotas nas universidades contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão da impertinente discussão sobre a importância das cotas que persiste influenciada pela falta de conhecimento, além do racismo estrutural implantado na sociedade.

Convém ressaltar, a princípio, que a ignorância é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a cota, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação dessa dificuldade.

Outrossim, o racismo estrutural ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que o debate a respeito do valor das cotas é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante/opressor/injusto, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação promova palestras educacionais em relação às cotas raciais com profissionais da área, para que seja sabido o motivo da existência dessa cotização. Além disso, devem ser feitas outras palestras que demonstrem como a desigualdade social afeta a população.