Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 11/08/2022

No filme “M-8 Quando a Morte Socorre a Vida” é retratado a história do personagem Maurício, um adolescente negro que entrou em uma das melhores universidades públicas de medicina do Brasil pelo sistema de ações afirmativas das cotas raciais. Não se distanciando da realidade, o sistema de cotas raciais possue seus benefícios, mas que não são devidamente usufruídos devido a diversos fatores como a falta de vagas oferecidas e também o preconceito acerca das cotas.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de vagas por cotas oferecidas é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) foi mostrado que, entre 2014 e 2017, apenas 374 vagas em universidades foram reservadas para candidatos negros para o cargo de docente, o que representava apenas 3,18% das vagas. Como resultado, nota-se que há uma falha no sistema de cotas em concursos que gera um desbalancemanto na inclusão desses alunos e que infelizmente o racismo institucional ainda é presente.

Em consequência disso, surge a questão do preconceito em torno das cotas raciais que intensifica a gravidade do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles: “Todos os homens têm, por natureza, direito de aprender”. Todavia, o pensamento de Aristóteles é questionado, pois dizem que o cotista ao ingressar na universidade com uma nota mais baixa, acaba diminuindo a qualidade do ensino, o que acaba gerando um preconceito racial e também social. Como consequência, cotas raciais geram discriminação contra pessoas de todas as origens, que são julgadas e não possuem seu mérito reconhecido.

Em suma, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário, É mister, portanto, que as universidades, juntamente com o Ministério da Educação, criem medidas para garantir os direitos dos solicitantes de cotas raciais por meio da aprimoração na elaboração dos editais a fim de garantir o número de vagas destinadas aos candidatos negros, pardos ou indígenas, como também criem punições severas contra todo e qualquer tipo de discriminação perante cotistas nas universidades. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor para todos.