Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 10/11/2022
Tema: Os efeito da implementação de lei de cotas no Brasil
O filme “Que horas ela volta?” retrata a história de uma mãe que procura emprego a fim de ter melhores condições de manter a filha estudando, a menina utiliza cotas e consegue a tão sonhada vaga na faculdade. Embora seja uma obra cinematográfica, convém uma analogia com a realidade, visto que pessoas em vulnerabilidade entram no ensino superior utilizando esse recurso. Seguindo essa análise, após a implementação da lei de cotas foi possível minimizar as disparidades entre as classes sociais existentes, democratizando, assim, o acesso à educação.
De acordo com dados publicados pelo g1, atualmente 58% dos universitários são negros, sendo o resultado da lei de cotas, desta forma, possibilitando que pessoas pretas e de baixa renda tivessem acesso a esse espaço, mudando o perfil dos estudantes. Além disso, proporciona que grupos sociais desfavorecidos estejam incluídos no mercado de trabalho, possuindo melhores condições de emprego e estando em mais lugares de liderança dentro das empresas.
Entretanto, mesmo que haja pontos positivos, ainda há questões para melhorar. Hoje em dia, existem pessoas que não ingressam na faculdade por não ter como se manter, isso ocorre por causa do corte de verbas aos programas e pela pouca quantidade de vagas ofertadas aos estudantes. Desse modo, a falta de investimento coloca em risco a inclusão de alunos em vulnerabilidade e retira esse espaço como ferramenta de diminuição da disparidade social.
Portanto, é evidente como ainda é necessário que ocorra mudanças para deixar o sistema mais equitativo. Logo, cabe ao Ministério da Educação, órgão regulamentador das universidades, promover a criação de programas a fim de reduzir a evasão dos estudantes. Tal ação será realizada por meio de assistência estudantil. Por conseguinte, a realização dessa intervenção impactará na dinâmica desses ambientes, possibilitando que mais alunos usufruam desse espaço.