Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 10/11/2023
A Constituição Federal de 1988, garante a todos os cidadãos o direito a educação, e o Estado tem o dever de garantir isso à toda população. Porém, o Brasil apresenta elevados níveis de desigualdade social, e muitos jovens acabam não tendo a mesma oportunidade de qualidade de ensino igualmente aos que possuem melhores condições financeiras.
No Brasil, a maior porcentagem de pessoas vivendo na pobreza é de negros e pardos; muitas crianças e adolescentes acabam abdicando dos estudos para trabalharem e colaborarem no sustento de seus lares e famílias e por não verem perspectiva de futuro ao prosseguirem com os estudos; nesse contexto, as cotas raciais acabam funcionando como um incentivo à continuição dos estudos, já que conseguiriam ter “garantia” de que teriam a oportunidade de conquistar uma vaga em universidades.
Ademais, o sistema público de ensino nas escolas apresenta grande fragilidade e diversos problemas, sendo inferior ao ensino em escolas particulares; o que prejudica os estudantes que frequentam a rede pública de ensino. De acordo com o Censo Escolar 2022 77,5% dos matriculados no ensino fundamental de escolas públicas são negros, apesar disso o IBGE em 2022 divulgou que apenas 48,3% dos estudantes em ensino superior são negros, ou seja, menos que a metade.
Portanto, o Governo Federal juntamente ao Ministério da Educação, deve garantir melhor qualidade de educação nas escolas públicas para que haja oportunidade igual para todos e devem ser mantidas as cotas sociais como meio de inclusão, já que nosso país ainda apresenta diversos problemas com o racismo estrutural e muitos negros e pardos acabam não tendo as mesmas oportunidades e condições de vida para garantir o seu acesso ao ensino superior.