Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 17/09/2019

Em 1837, surge a primeira lei de educação no Brasil que declarava que os negros e os pretos africanos, ainda que fossem livres, não poderiam frequentar as escolas. Entretanto, ao longo dos anos, essa concepção foi modificada, surgindo o sistema de cotas, que tem como objetivo a inclusão das minorias desfavorecidas à universidades, sendo um meio para mitigar o racismo social e incentivar o ingresso ao curso superior.

É relevante enfatizar, a princípio, que o sistema de cotas influencia para diminuir o racismo social. Isso ocorre porque permite medidas pontuais para a eliminação das desigualdades, efetivando-se, por consequência, o princípio constitucional da isonomia de Aristóteles, por introduzir minorias, como negros e indígenas, por exemplo, à universidades, que estabelece a convivência desses grupos étnicos com outros estudantes. Desse modo, o que facilita a mitigar o racismo.

Além disso, destaca-se, ainda, o incentivo que o sistema de cotas oferece para o ingresso ao curso superior. Isso acontece porque motiva grupos excluídos do meio social a introduzirem na universidade, uma vez que, de acordo com os dados fornecidos pelo IBGE, o ingresso de estudantes pobres aumentaram cerca de 400% entre 2004 e 2013. Dessa forma, mostra-se que cada vez mais há oportunidades para indivíduos que não possuíam condições financeiras para a adentrar nos cursos superiores, o que incentiva jovens negros ou índios.

Infere -se, portanto, que o sistema de cotas favorece a redução do racismo e a introdução de grupos excluídos à universidades. Com isso, percebe-se que o sistema é importante, por proporcionar condições iguais ao ingresso no curso superior em uma sociedade cujo acesso depende de um sistema competitivo, principalmente, financeiro.