Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 21/09/2019
Em 1837, surgiu a primeira lei de educação do Brasil em que declarava que os negros e os pretos africanos, ainda que fossem livres, não poderiam frequentar as escolas. Entretanto, ao longo dos anos, essa concepção foi modificada, surgindo o sistema de cotas, que tem como objetivo a inclusão das minorias desfavorecidas à universidades, sendo um meio para mitigar o preconceito social e as desigualdades de oportunidade.
É relevante enfatizar, a princípio, que o sistema de cotas influencia para diminuir o preconceito. Isso porque garante que 50% das vagas à universidades sejam reservadas à candiatados de grupos como os negros, indígenas ou de baixa renda, que sofrem com uma lantente discriminação social. Com isso, estabelece a convivência desses indivíduos com outros estudantes e isto, ajuda a amenizar o julgamento social, além de tornar o ensino superior um direito à todas as pessoas.
Além disso, destaca-se, ainda, a amenização que o sistema de cotas oferece para a desigualdade de oportunidade no meio universitário. Segundo o filósofo Aristóteles, deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida das suas desigualdades. Diante disso, percebe-se que o sistema de cotas torna-se um meio para equilibrar a igualdade na sociedade, uma vez que permite a inclusão de indivíduos que estudam em escola pública a adentrar no ensino superior, devido à sua educação precária e à sua condição financeira, diminuindo as desigualdades de oportunidade.
Infere -se, portanto, que o sistema de cotas favorece a redução da lantente discriminação social e à desigualdade de oportunidade. Dessa forma, percebe-se que o sistema é importante por proporcionar condições iguais ao ingresso ao ensino superior em uma sociedade cujo acesso ainda depende de um sistema competitivo, principalmente, o financeiro.