Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 21/09/2019
Em 1837, surgiu a primeira lei de educação do Brasil em que declarava que os negros e os pretos africanos, ainda que fossem livres, não poderiam frequentar as escolas. Entretanto, ao longo dos anos, essa concepção foi modificada, surgindo o sistema de cotas, que tem como objetivo a inclusão das minorias desfavorecidas à universidades, sendo um meio para mitigar o preconceito social e incentivar o ingresso ao ensino superior.
É relevante enfatizar, a princípio, que o sistema de cotas influencia para diminuir o preconceito. Isso porque garante que 50% das vagas à universidades sejam reservadas à candiatados de grupos como os negros, indígenas ou de baixa renda, que sofrem com uma lantente discriminação social. Com isso, estabelece a convivência desses indivíduos com outros estudantes e isto, ajuda a amenizar o julgamento social, além de tornar o ensino superior um direito de forma igual à todas as pessoas.
Além disso, destaca-se, ainda, o incentivo que o sistema de cotas oferece para o ingresso ao ensino superior. Isso acontece porque motiva grupos excluídos do meio social a introduzirem na universidade, uma vez que, de acordo com os dados fornecidos pelo IBGE, o ingresso de estudantes pobres aumentaram cerca de 400% entre 2004 e 2013. Dessa forma, mostra-se que cada vez mais há oportunidades para indivíduos que não possuíam condições financeiras para a adentrar nos ensinos superiores, o que incentiva jovens negros e índios.
Infere -se, portanto, que o sistema de cotas favorece a redução da lantente discriminação social e à desigualdade de oportunidade. Dessa forma, percebe-se que o sistema é importante por proporcionar condições iguais ao ingresso ao ensino superior em uma sociedade cujo acesso ainda depende de um sistema competitivo, principalmente, o financeiro.