Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/10/2019
As dificuldades na educação de populações desfavorecidas.
É inegável a existência do racismo e desigualdades sociais na sociedade brasileira atual, já que a mesma foi moldada por décadas de regimes escravistas e o crescente capitalismo. Em consequência dessas problemáticas foi criada uma política de cotas raciais e sociais em universidades, a fim de diminuir preconceitos, incluir e pagar a dívida histórica com negros e indígenas que sofreram em massa no passado e são inferiorizados até hoje, e promover a diversidade em locais de ensino. Porém, uma discussão foi iniciada questionando a eficácia dessa política, sem considerar que a implementação de cotas não tem resultados imediatos e sim a longo prazo, pois quebra o ciclo de apenas brancos e seus filhos alcançarem o ensino e profissões bem remuneradas.
Ademais, é de conhecimento de todos o descaso do Governo Federal com a educação pública, considerando que o Ministério da Educação (MEC) bloqueou, no final de abril deste ano, uma parte do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino, segundo o site www.g1.globo.com. Isso sem mencionar a precária condição de escolas de ensino básico. O que deixa evidente as desigualdades sociais presentes desde a infância, até a fase adulta do indivíduo, já que o ensino privado possui um maior preparo e valorização.
Além disso, segundo dados da PNAD de 2015, mostram que apesar dos negros e pardos representarem 54% da população na época, a sua participação no grupo dos 10% mais pobres era muito maior, de 75%. O que também não causa espanto, já que apenas 34% dos alunos de universidades são negros.
Para mudar essa realidade, é preciso que o MEC e o Governo Federal invistam na educação pública básica e universitária, arrecadando dinheiro de impostos e campanhas disponibilizadas pela mídia. Além disso, que o sistema de costas seja fortalecido com uma porcentagem maior de vagas destinadas para negros a fim de garantir a ascensão social a longo prazo dessa população.