Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 29/09/2019
A política de cotas é um modelo de ações afirmativas que possuem como objetivo, a redução das desigualdades socioeconômicas e educacionais entre membros de uma sociedade. O que permite a inclusão de estudantes negros, pardos, indígenas e de baixa renda nas universidades e maior acesso a oportunidades de emprego. As cotas devem permanecer ativas até que essa parcela da população receba a mesma educação e oportunidades de estudantes de maior renda.
Atualmente há dois tipos de cota, a social - destinada a estudantes de escolas públicas e baixa renda familiar ou portadores de alguma deficiência. E a racial, a qual é destinada a negros, pardos e indígenas, com o objetivo de diminuir a dívida histórica causada pela escravidão e não incorporação dessa parcela da população no processo de cidadania.
Consequentemente, no ano de 2016, o IBGE realizou uma pesquisa que mostra a porcentagem de negros entre os 10% da população mais pobre do Brasil é de 78%, essa constatação mostra mostra a diferença de oportunidades na sociedade brasileira baseada pela cor de um indivíduo. Por isso as cotas aumentam a diversidade de raças nas universidades e é uma alternativa a médio prazo no combate ao racismo.
Entretanto, as cotas existem justamente porque o ensino das escolas públicas não possui a mesma qualidade da rede privada, assim quando todos os estudantes brasileiros possuírem as mesmas oportunidades, as cotas não serão mais necessárias. Assim deve-se haver um maior investimento na educação pública, para que o Ministério da Educação ofereça ás escolas públicas o mesmo ensino de escolas privadas e enquanto isso não ocorre, o governo deve manter as cotas.