Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 30/09/2019

Todos nascem iguais, mas no dia seguinte já se tornam diferentes. Essa era a ideia do Barão de Itararé para afirmar a existência da desigualdade social. Em frente a essa percepção, as universidades brasileiras apresentam um sistema de cotas baseado na escolaridade, visto a precariedade do ensino público, e na raça do estudante, o que denota um pensamento de que pessoas brancas apresentam a capacidade intelectual acima das demais.

Nesse contexto, as cotas referentes à escolaridade são essenciais para a sociedade brasileira, já que essa ainda enfrenta um sistema de educação pública precário. Grande parte das escolas públicas não apresentam uma estrutura adequada para o ensino, como bibliotecas e salas de aulas com carteiras limpas e ventiladores potentes. Além disso, o país é vítima da diminuição de formação de professores, o que acarreta ainda mais em uma péssima qualidade de ensino aos alunos.

Em contrapartida, pensada com o objetivo de recompensar as raças inferiorizadas no passado, a cota, ao invés de incluir os candidatos, apenas os excluem. Oferecer privilégios para grupos de etnias diferentes da branca resulta em um pensamento no qual essas pessoas apresentam uma intelectualidade menor que outra. Diante disso, é importante lembrar de Nelson Mandela, um homem de raça negra que tornou-se presidente da África do Sul e lutou pela igualdade racial em seu país.

Em vista disso, para eliminar a necessidade de cotas, é preciso que as desigualdades ainda existentes no Brasil sejam sanadas. O Governo Federal, deveria, com o apoio do Ministério da Educação, promover a melhoria do ensino público no país por meio de investimentos na infraestrutura das escolas e, também, na profissionalização de professores aptos a lecionar esses estudantes. Ademais, teria de excluir as cotas raciais, em razão da separação entre diferentes raças e do preconceito resultante desse privilégio, para que, então, essas não se sintam inferiorizadas e possam se inserir cada vez mais na sociedade brasileira.