Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 27/04/2020

Inclusão é Justiça

A lei de cotas é um instrumento que foi criado pelo governo federal para contemplar os estudantes de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Além disso, a  inclusão das cotas ocorre para que todas as pessoas independente de cor ou características físicas, tenham acesso a um ensino de qualidade.

No Brasil, o preconceito e a desigualdade social, ainda estão presentes e por esse motivo a lei de cotas foi fundamental. O percentual de negros assassinados é 132% maior do que o de brancos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esses dados confirmam que o artigo 5º da constituição federal que diz; “Todos são iguais perante a lei’’, ainda não é aplicado, de modo que a oportunidade para negros e brancos são distintas.

Além disso, segundo a pesquisa do IBGE de 2015, estudantes de baixa renda, entram na escola mais tarde e saem mais cedo, a partir dos 15 anos muitos deixam a escola para ir trabalhar ou para cuidar dos irmãos mais novos enquanto os pais trabalham. Ademais, o ensino das escolas públicas é precário e desigual comparado aos alunos de escolas particulares. A razão pelo surgimento de cotas nas universidades, se encontra justamente para que haja uma competição de pessoas que tiveram o mesmo ensino, as mesmas oportunidades, para uma disputa igualitária.

Portanto, a inclusão de cotas nas universidades possibilitou um grande avanço de igualdade no ensino superior, mas o Governo que tem por objetivo reduzir a desigualdade no ensino, deve melhorar a estrutura escolar, fornecer material de qualidade aos estudantes e disponibilizar um auxílio estudantil para os alunos carentes através de uma pesquisa de renda familiar. E também, aumentar as punições para o racismo,  promover propagandas e cartilhas que incitam igualdade, para que os pobres, negros e toda a sociedade também possam sonhar com o ingresso em uma universidade pública.