Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 20/04/2020

É inegável que, em consonância com o filósofo São Tomás de Aquino, ”todos os cidadãos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres”. Tal pensamento pode ser associado ao acesso às universidades por intermédio de cotas. Entretanto, vê-se que esse processo está relacionado á inclusão de jovens, principalmente negros, nas instituições educacionais. Isso é desencadeado em virtude da desigualdade social e negligência governamental. Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam estabelecidas para mitigar esse descaso.

A priori,cabe ressaltar que, segundo Aristóteles, “ a política deve garantir a felicidade dos cidadãos”. Entretanto, vê-se que esse pensamento não é realizado na prática, uma vez que há uma desigualdade social. Isso pode ser observado na dificuldade de ingresso ao ensino educacional, sobretudo nas periferias, uma vez que há discriminação social. Isso pode ser analisado pela atenuação de jovens negros nas universidades públicas, em razão da diminuição de oportunidades a essa minoria, promovendo, por conseguinte um retrocesso social, uma vez que de acordo com a Constituição Brasileira, todos os cidadãos têm direito à educação, à segurança, à moradia e à saúde, por exemplo.

Outrossim, segundo o escritor Oscar Wilde “a insatisfação é primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Tal afirmativa associa-se á importância da ampliação de cotas nas universidades para cidadãos que não possuem renda para pagar um curso particular. Entretanto, nota-  -se que há casos ,como, por exemplo, de jovens que estudaram em ensino particular,sem bolsa de estudos, mas não possuem recursos para financiar um curso,como medicina e,por consequência disso, não possuem direito de aderir ao sistema de cotas. Diante dessa análise, fica evidente a importância do governo em modificar o sistema para a adesão dos estudantes ao sistema educacional no país.

Dessarte, é fulcral que propostas sejam estabelecidas para diminuir essa problemática. Dessa maneira, é crucial que o Ministério da Educação, em concrescência com o Poder Legislativo, executem leis que abrangem o ingresso de jovens à universidade, a fim de garantir o acesso de jovens que estudaram em escolas particulares, mas não possuem renda para pagar uma faculdade de alto custo. Ademais, é essencial que a Mídia, em convergência com o Ministério da Educação, divulgue propaganda, por meio de rede televisiva, com o fito de combater o preconceito e racismo no Brasil.