Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 13/06/2020

As cotas sociais e raciais dentro das universidades têm o objetivo de corrigir as injustiças da sociedade. As quais corroboram inclusive com um trecho da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: “Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie”. Com base nas dificuldades enfrentadas pela população pobre, indígena e negra, esse mecanismo auxilia na inclusão dessas minorias a educação de ensino superior.

Dado que, as desigualdades sociais têm se amplificado exponencialmente na atualidade, pode-se tomar como pressuposto que o principal meio pela qual esse problema ocorre, é a má distribuição de renda, agravada pela repressão policial dentro das comunidades. Fato ratificado por um estudo da Fundação Getúlio Vargas, o qual mostra que durante os últimos sete anos, a renda da população mais pobre sofreu uma queda de 18%, enquanto o grupo dos 1% mais ricos do país obteve seu poder de compra aumentado em 10%.

Consequentemente, esse corpo social passa por sérios distúrbios, situando-se em condições desfavoráveis em relação aos demais no momento de prestar vestibular para adentrar em uma faculdade pública. Um exemplo prático, são as aulas de ensino a distância, as quais não estão sendo aplicadas na grande maioria das escolas e universidades públicas durante a pandemia do novo coronavírus, visto que uma quantidade considerável de alunos não tem acesso a internet. Enquanto quase todas instituições particulares já estão com o método em prática desde o início do mês de abril.

Constata-se que a população pobre, indígena e negra sofrem com a desigualdade social, resultando em injustiças na prestação de vestibulares. Para que se finde essas iniquidades, faz-se necessária a ação do governo junto a Organizações Não Governamentais, através de mais investimentos na educação básica e auxílio aos estudantes moradores das áreas desfavorecidas. Isso pode ser feito por meio da criação de um órgão de combate a desigualdades dentro do Ministério da Educação com a ajuda das ONGs, o qual vai dar suporte financeiro aos acadêmicos de cada região, concedendo  acesso ao transporte público gratuito até a escola e acesso aos livros didáticos. Assim, poderá se vislumbrar um futuro no qual todas tenham acesso igualitário ao ensino superior.