Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 16/06/2020
Atualmente, observa-se que a situação do negro no pais é precária das mais variadas formas, sobretudo em setores como a educação e segurança, algo que está ligado intimamente a nossa formação histórica, já que historicamente essa população sempre foi marginalizada de algum modo, seja por meio da escravidão ou da eventual criminalização enraizada na miséria.
A historia comprova que os afro-descendentes sempre estiveram em desvantagem em relação ao povos brancos algo que ainda não obteve mudança. Cerca de 60% da população de comunidades como o Jardim Ângela se considera negra ou parda bem como apenas cerca de 30% de toda a população paulista que mora em apartamento se considera negra ou parda, em vista dos dados percebemos a discrepância em termos de qualidade de vida e renda que permeiam as principais etnias do pais.
As questões de moradia e renda refletem na qualidade da educação recebida de maneira que apenas 33% da população considerada negra está presente nas escolas particulares e esse numero chega a triste marca de 0,7% nas universidades em cursos como medicina. Números assustadores assim são a marca clara de que negros não possuem as mesma condições que os brancos, mas será mesmo que as cotas são capazes de diminuir a desigualdade na educação brasileira?
Certamente as cotas fizeram uma grande diferença no cenário social do país, o numero de negros admitidos nas faculdades tem crescido gradualmente e sem dúvidas as medidas de inclusão como as cotas devem ser ampliadas, ademais o número de “falsos negros” que passam infiltrados por esse sistema tornam a causa falha, mas não perdida. Ainda que não seja efetivo conceder o benefício a todos que se considerem negros ou que tenham algum familiar negro é de suma importância que pessoas necessitadas tenham acesso a educação de qualidade, especialmente quando se leva em conta que essas são as pessoas mais esforçadas.
Concluímos que o protagonista da segmentação social e da desigualdade não é a etnia em si, mas sim a renda popular. Claramente a população negra está em desvantagem com relação à branca, mas isso não é absoluto pois na atualidade existem negros com condições de obterem bons estudos e usarem de sua etnia para tomar o lugar de outros negros que não tiveram as mesmas oportunidades ou até de brancos de famílias necessitadas. Cabe-se dizer que a maneira mais eficiente de tratar a desigualdade na educação é estabelecer que o benefício concedido pela cota deve ser concedido mediante a renda familiar do participante dessa forma quem realmente precisa receberá ajuda para conquistar melhores condições sem que hajam injustiçados ou negligenciados.