Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 26/06/2020
É notório, que foi no início do século XIX, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, que se iniciou o desenvolvimento cultural com a criação da primeira biblioteca nacional. Entretanto, nos dias atuais, apesar do grande número de universidades, ainda há impasses para o ingresso de determinados grupos. Nesse contexto, não há dúvidas de que as cotas nas universidades são uma forma de inclusão, que corrigem o preconceito e a desigualdade social.
Nesse sentido, pode-se destacar o darwinismo social, pensamento sociológico do século XIX, que defende a existência de raças superiores à outras. Por consequência, essa linha de pensamento retrata o imperialismo, que defendia a dominação e exploração refletido atualmente em negros e deficientes, que historicamente foram excluídos da sociedade, sendo os grupos mais prejudicado no ingresso ao ensino superior.
Além do mais, uma pesquisa realizada por universidades federais e publicada pela editora Abril, mostra que desde o estabelecimento de cotas, houve uma redução de reprovações e evasão universitária, havendo valorização maior de cotistas, seja por razão racial, renda ou de ensino público. Prova disso, cita-se a frase do filósofo alemão Nietzche ’’ Tudo é precioso para aquele que foi por muito tempo, privado de tudo’'.
Portanto, indubitavelmente, fica claro a beneficiação das cotas para determinados grupos e minorias. Todavia, se faz necessário a participação do Ministério da Educação para fiscalizar de forma mais severa pessoas que tentam burlar as cotas para benefício próprio. Dessa forma, espera-se que as cotas universitárias continuem incluindo, no ensino público superior, grupos atingidos pela desigualdade social.