Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 23/07/2020

Jovens de baixa renda e minorias, os quais são vítimas de preconceitos com a ajuda das cotas rompem barreiras da sociedade lutando por equidade e inclusão e, assim, criando um futuro melhor para ele e sua família. Nesse contexto, conforme o G1 a Universidade de São Paulo conseguiu quadruplicar o número de estudantes de graduação que se declaram pretos, pardos ou indígenas entre 2010 e 2019, dessa forma, as cotas são necessárias para uma ampliação da diversidade e inclusão, entretanto, esse cenário é algo de pequeno porte, na medida que, um grande contingente da população corresponde a classe social de baixa renda e minorias. Sob tal ótica, a problemática se encontra no determinismo social que se contrapõe ao empenho de tantos jovens pobres, afrodescendentes e indigenas.

Em primeira análise, vale ressaltar que as cotas nas universidades são de real importância, visto que, são ferramentas para a inclusão e para o fim do determinismo. Nesse sentido, o determinismo é adotado pela sociedade como uma condição inerente, aos que não nascem em famílias socialmente abastadas é tido como incapaz de mudar sua realidade o qual pela sociedade é algo imutável, dessa maneira, é estereotipado como incapaz de alcançar o ensino superior. Por conseguinte, a sociedade não luta por mudanças devido ao conformismo ao destino já pré-determinado, assim, não luta por melhorias resultando para os que decidem quebrar tal barreira de - não ingressar em uma universidade pública ou privada de qualidade em virtude de seu conhecimento acadêmico -, tem dificuldades.

Entretanto, o brasileiro é tido como um povo passivo à mudar realidades por sua perseverança. Sob este viés, o movimento dos Caras-Pintadas demonstra a lei de Newton, na qual os estudantes ao se inconformar as medidas vigentes relacionaram com protestos, dessa forma, o estudante de escola pública que luta pela sua vaga, tanto pelo anseio de ascender socialmente quanto, para demonstrar que é possível mudar os preceitos vigentes. Logo, quando começa seus estudos no ensino superior este relativamente se sobrepõe, pois, crê que sua vaga naquele local é de grande valor e uma grande conquista, tornando-se um excelente formando que irá ajudar no desenvolvimento do país.

Portanto, medidas para o fomento da inclusão transcendendo, por fim, tais “muros” são necessárias. Urge que, o MEC, através de um investimento financeiro no ensino básico atue na implementação de aulas extras nas escolas públicas que tenham por objetivo a preparação para o vestibular, os quais impliquem na presença dos professores capacitados na preparação e construção do conhecimento promovendo uma base lógica e aprendizado de qualidade, com o fim de, aproximar-se da realidade a qual a equidade estudantil será possível. Feito isso, possivelmente será passível a desintegração das cotas, que hodiernamente tanto auxiliam os jovens sonhadores do Brasil.