Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 24/07/2020

Ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura hodierna as políticas afirmativas, que muitas vezes não funcionam na prática. Nesse contexto, seja pela fraude, seja pela resistência da população contra essas medidas, as políticas afirmativas, representa uma grande dificuldade e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que as ações afirmativas foram criadas com a intenção de alocar recursos em benefício de pessoas pertencentes a grupos discriminados e vitimados pela exclusão sócio-econômica. Entretanto, esse fato distancia-se da realidade visto que, em muitas universidades e instituições federais, há pessoas que entram fraudando as cotas. De acordo com o Coletivo Negrada no ES, foram recebidas cerca de 40 denúncias de calouros que fraudaram a autodeclaração étnico-racial para usufruir ilegalmente da cota nos cursos mais concorridos. Diante disso, é inaceitável que a população continue fraudando políticas afirmativas em benefício próprio, prejudicando quem realmente precisa.

Ademais, deve-se ressaltar a resistência da população como somatório dessa conjuntura, posto que muitos se posicionam contra as medidas de reinserção social, o que pode se explicar por diferentes fatores mas principalmente pela desinformação. O advogado Bruno Calil diz que “informar para ter conhecimento e crescer a nossa capacidade de compreensão”, comparado a isso, há muitas pessoas que pregam não precisar de políticas em lugar algum, essas pessoas são as que nunca buscaram saber sobre. Desse modo, verifica-se o impacto inconcebível daqueles que ainda relutam em concordar na aplicação dessas ações, urgindo intervenções para reverter essa conjuntura.

Portanto, a fim de evitar que as ações afirmativas sejam fraudadas, o Governo, por meio de parceria com as instituições e universidades federais, deve atribuir o uso de bancas para realizar verificações que avaliem se o candidato está de acordo com a cota. Além disso, a mídia, como principal veículo formador de opiniões, devem receber investimento para que seja passado em programas, informações sobre a importância desse processo, além de incentivarem a denúncia de fraudes. Dessarte, evitar-se-à a problemas como esse, para que futuramente as políticas afirmativas tenham a total eficácia que necessitam.