Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 05/09/2020

Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Segundo o sociólogo prussiano Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, nesse sentido, é evidente a necessidade da igualdade na educação e nas chances providas a brancos e negros. Tal importância deve-se à existência do racismo, no Brasil e no mundo, além da essencial inclusão dos negros no mercado de trabalho e na sociedade atual.

Primeiramente, é imperativo ressaltar o uso de ações afirmativas precipitadas, como o sistema de cotas, que introduz alunos menos preparados, devido às chances dadas, em universidades mais qualificadas, ferindo a meritocracia e colocando em risco a qualidade das pesquisas acadêmicas. Logo, infere-se que a maneira mais adequada de eliminar um problema que se desenvolveu por centenas de anos, não é introduzindo essa minoria “à força” na sociedade, mas sim, através de um “renascimento cultural” que questione o racismo e o extingue.

Outrossim, convém destacar que com essa medida, haverá uma maior quantidade de negros no mercado de trabalho, entretanto, resultará na queda do nível de qualificação básica dos futuros profissionais, já que esses terão uma base malformada, o que resultará em trabalhadores com conhecimento restritos à área de atuação. Portanto, fica evidente que essa ação afirmativa trará avanços a curto prazo, desenvolvendo problemas mais sérios e difíceis de sereme revertidos no futuro.

Posto isso, é preciso que providências sejam tomadas a fim de estabelecer uma sociedade justa, na qual as chances são “distribuídas” igualmente a todos. Logo cabe ao Ministério da Economia, aliado ao Ministério da Educação e ao Ministério da Cultura providenciar, essa igualdade, por meio da inclusão dos negros em escolas particulares, cujas mensalidades serão bancadas pelo estado, porém quando formados e já estáveis economicamente, esses irão financiar o dinheiro gasto ao longo de suas vidas, enquanto o Ministério da Cultura realiza palestras nos centros de cada cidade, informando, através de estudos e pesquisas, as dificuldades que os negros passaram e ainda passam na sociedade, iniciando o processo de renascimento cultural. Dessa maneira a população se tornará mais consciente e com uma mente mais “aberta”, como defende o sociólogo Kant.