Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 13/10/2020
Em 1948, o pastor Daniel François implementou na África do Sul um regime de segregação racial, o Apartheid. Analogamente no Brasil, há o racismo e a desigualdade social,que dividem a sociedade, tendo como critério a influência de uma cultura que inferioriza os negros e pobres. Entretanto, tal situação tem sido revertida com a criação de cotas nas universidades para a inclusão dos menos favorecidos. Contudo, essa infeliz separação está longe de ser solucionada, visto que a desqualificação da educação pública e o preconceito contribuem para a exclusividade do ensino superior.
Em primeira análise, o desnível do lecionamento não privado é causada pela neligência governamental com essa área. Segundo Paulo Freire, um educador brasileiro, “A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Dessa forma, uma nação que tem um ensinamento descuidado resultará em drásticas consequências, como exemplo, jovens menos capacitados para ingressarem nas faculdades e uma menor diversidade de pesquisas acadêmicas, pois os alunos excluídos não poderaram colaborar com essas.
Ademais, a discriminação é causada pela antiga tradição escravista, que ainda faz parte da concepção do país. De acordo com Goethe, um filósofo alemão, “Nada é mais assustador do que a ignorância em ação.” Desse modo, ao invés da população buscar novos conhecimento, está se prendendo à essas mentalidades arcaicas e pejorativas, que produz o pensamento de que os descendentes africanos brasileiros não devem ser universitários.
Portanto, faz-se necessária a resolução do impasse. Destarte, urge que o Ministério da Educação crie o projeto “Todos Com Diploma “. Nele deve constar o melhoramento de escolas com a introdução de novos profissionais e um curso atualizadores de conteúdos para professores todos os anos. Isso deve ocorrer por meio de investimentos do governo,para que os mais afligidos possam compor as universidades. Só assim, o sistema da comunidade não se assemelhará com o do Apartheid.