Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 07/01/2021

No imediatismo de expandir a diversidade racial nas universidades, o Brasil adotou cotas raciais sob o discurso da inclusão social. Por outro lado, as chamadas “ações afirmativas” de cotas, não só têm se provado um fracasso retumbante aproveitado apenas pela classe política demagoga, como prejudicado a raça negra pelo país com a instrumentalização da mesma.

Em 2018, 20 anos após a instauração das cotas raciais universitárias, estatísticas apontaram a probabilidade de 4% para um jovem com renda per capita de 1 salário mínimo ser aprovado nas universidades. Noutro prisma, um estudante dos 1% mais ricos da nação detinha no mínimo 40% a mais de chances. Nessa perspectiva, diante de 59% da população ser a favor de acordo com pesquisa da PoderData, as cotas demonstram ser mais servintes ao populismo político que a inclusão efeitiva de raças nas instituições de ensino. Em vista que, cotas não ensinam a ler e escrever

A ressaltar, o sociólogo Tommas Sowell, em sua pesquisa sobre ações afirmativas ao redor do mundo, apontou que a  política de cotas raciais, tende a gerar desconfiança em estudantes negros a longo prazo. Dado que, a impressão de estarem lá devido aos benefícios das cotas e não por méritos próprios, encurte no inconsciente social, a impressão da incapacidade de plenamente aprender determinada matéria. Para além, a mesma análise supõe a incorporação de certo complexo de impostor ao beneficiário, e assim, desestimular a iniciativa própria e autodeterminação.

Por fim, diante da problemática supracitada, o retrocesso dos esteriótipos raciais gerados pelas políticas de cotas devem ser sanados. Como solução, cabe às Universidades, sob finalidade de focar na raiz da deficiência social e educacional, adentrarem nas escolas de ensino básico em regiões carentes. Como iniciativa, elaborar programas de ensino da alfabetização funcional e bases didáticas, longo prazo, com as mesmas bases um estudante de comunidade carente terá melhores condições de pleitear vagas acadêmicas sem necessidades de muletas sociais.