Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 17/02/2021

A Magna Carta brasileira garante os direitos à educação, à justiça e à assitência aos desamparados. No entanto, esses direitos são contestados, uma vez que, de acordo com o IBGE, no ano de 2015, apenas 34% dos alunos do ensino superior eram negros. Independentemente do fato que os índices de matrículas de pessoas negras no ensino superior estão se elevando, deve ser observado que as cotas nas universidades ainda se mostram necessárias para promover a inclusão nos meios de ensino, e a carência de medidas governamentais efetivas para o fim da banalização das mesmas deve ser revertida com a implantação de palestras de ensino e a regulamentação das leis da federação.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras nas instituições de ensino para explicar e exemplificar os benefícios das cotas sociais e a maléfica presença do racismo estrutural na sociedade atual. Sob esse mesmo ponto de vista, o privilégio branco, presente na aristocracia brasileira, o dicionário formal da língua portuguesa definir aristrocacia como organização sociopolítica baseada em prívilegos de uma classe social, deve ser esclarecido, a escravatura brasileira terminou em 1888, com a lei áurea , apesar das populaçãoes negras e indígenas não terem que enfrentar o trabalho forçado a monarquia não os deu nenhum tipo de apoio, os deixando sem terra, dinheiro, educação ou oportunidades de trabalho, paralelamente a isso, segundo pesquisas realizadas pelo IBGE, em 2018, 36,1% dos alunos de universidades eram brancos enquanto somente 18,3% eram negros, ou seja, as sequelas deixadas pela monarquia resultaram nos brancos possuindo melhores salários, tendo menores taxas de desemprego e maiores taxas de jovens no ensino superior.

Além disso, é de conhecimento público que a falta de regulamentação de leis que regem o sistema educacional tem sido um empecilho na busca pela democratização do acesso ao ensino superior. Isso tem como consequência a falta de compromisso dos órgãos públicos na implantação de palestras de ensino, que buscam esclarecer a importância das cotas, eliminar os estigmas colocados sobre a mesma e acabar com as decorrências da falta de apoio da monarquia as minorias na época da abolição da escravatura.

Em suma, com a falta de apoio governamental e a falta de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras semestrais, por meio de comerciais e pequenos anúncios, inseridos nos veículos de comunicação online, para conscientizar a população sobre a importância das cotas universitárias, ademais de promover reuniões públicas para estimular a valorização das cotas, o que resultará na compreensão do peso histórico que é colocado sobre elas, com o efeito de criar cidadaõs mais informados e tolerantes.