Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/04/2021
De acordo com a constituição Federal de 1988, o homem deve ser tratado de maneira digna e ética, de forma a priorizar a equidade. Entretanto, na realidade brasileira, observa-se um contraste com o ideal constitucionalista, uma vez que o sistema de cotas nas universidades ainda é debatido como inclusão ou retrocesso. Diante disso fatores como a negligência governamental e fatores históricos agravam essa situação.
Primeiramente, é válido destacar o quanto a negligência do Poder Público é um grande empecilho para o sistema de cotas nas universidades. Segundo dados fornecidos pelo Observatório do Terceiro Setor, pelo menos 163 estudantes foram expulsos de universidade federais desde 2017 por fraudarem o sistema de cotas raciais. Dessa forma, pode-se notar que existe uma grande quantidade de fraudes que muitas das vezes conseguem passar despercebidas por falta de fiscalização dos órgãos Públicos.
Além disso, vale ressaltar o quanto fatores históricos é grave para o sistema de cotas no acesso à educação. No Brasil colonial o sistema de trabalho usado era escravocrata, o qual os escravos eram negros vindo de países como a África e não tinha nenhuma oportunidade de trabalho remunerado ou de estudos. Diante disso, observamos que desde séculos passados existe o desfavorecimento de povos e classes pelo fato de serem de determinada cor ou terem uma condição financeira baixa.
Portanto, para solucionar a problemática será necessário adotar medidas preventivas. Dessa forma, cabe ao governo criar campanhas de incentivo para que o sistema de cotas seja mais valorizado, por meio das redes sociais, com o intuito desse assunto se tornar totalmente relevante na sociedade atual e também realizar projetos em colégios, com o objetivo de reivindicar por mais igualdade para essas pessoas que sofrem discriminação. Dessa maneira, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.