Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 02/04/2021

A Constituição brasileira de 1988, é também conhecida como Constituição Cidadã, por garantir direitos básicos e inalienáveis à população. No entanto, ao discutir se o sistema de cotas educacionais é uma inclusão ou retrocesso é observado várias falhas nesse processo e na aplicabilidade das leis contidas em tal documento, como a negligência na fiscalização por parte do Estado e a falta de investimentos na educação pública.

Primeiramente, é importante salientar que a negligência na fiscalização por parte do Estado é um fator que dificulta a aplicação do sistema de cotas educacionais de inclusão da maneira correta. Em razão disso, o poeta Hideraldo Montenegro ao citar que nenhum Estado pode ser justo se as leis não forem criadas para os anseios populares, quer falar justamente que se o Governo não aplicar as leis da maneira correta para combater as fraudes no sistema de cotas a educação vai continuar desigual, dificultando o acesso às universidades aos mais necessitados.

Além disso, vale ressaltar que a falta de investimentos na educação pública é um dos principais motivos de existir a necessidade de possuir o sistema de cotas no Brasil. Exemplo disso, é a citação do filósofo Immanuel Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, que exemplifica claramente que para o ser humano crescer como pessoa é importante ter uma educação de qualidade, e as cotas ajudariam bastante nesse processo.       Portanto, são necessárias medidas para solucionar a problemática. Posto isso, o Governo deve promover investigações em conjunto com a sociedade civil, com o intuito de combater as fraudes nos sistemas de cotas educacionais. Dessa maneira, surgirá oportunidade para os mais humildes ingressarem na universidade. Além disso, o Estado, através do Ministério da Educação precisa investir na infraestrutura das escolas públicas, com o objetivo de diminuir a diferença em relação à rede particular de ensino. Dessa maneira, a situação conflituosa será solucionada a longo prazo.