Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 18/04/2021
A Lei de cotas foi aplicada em 2012, com o objetivo de ampliar as oportunidades sociais e educacionais no Brasil. Ela define que 50% das vagas das universidades públicas e de institutos federais de educação sejam direcionadas a alunos que estudaram em escolas públicas, esse projeto permite uma maior participação da população negra nas universidades além disso melhorou o conhecimento das universidades.
Segundo Immanuel kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, ou seja, todos devem ter uma boa educação. Mas no Brasil o ensino básico não é o mesmo e não é bom em todas as escolas, e isso é um problema pois os alunos de escolas públicas tem mais dificuldade para entrar nas universidades públicas por não possuírem o conhecimento necessário para cursar uma boa universidade. E por isso são ajudados pela Lei de cotas.
Mas a cota por etnia é um retrocesso, pois nela os negros só disputam vagas com outros negros e indígenas com outros indígenas, e essa é uma forma de preconceito. Porém por outro lado, a Lei também visa a cota para escolas públicas, sendo uma inclusão, é correta na opinião de grande parte dos brasileiros, ou seja, os alunos que receberam a mesma escolaridade competem entre si.
O sistema de cotas é necessário, mais não deve durar para sempre, devemos “tratar a doença e não só aliviar o sintoma”. E para isso o Ministério da Educação deve garantir que as escolas públicas sejam mais eficientes, diminuir a desigualdade social, através de investimentos nas ecolas e fiscalização, o ensino básico brasileiro deve ser aperfeiçoado para que os estudantes de escolas públicas tenham mais chances de entrar nas universidades públicas. A solução para o problema deve ter foco na fonte do problema, ou seja, no ensino básico brasileiro.