Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 18/04/2021
Cotas e o passado dos brasileiros.
É de fundamental importancia para que haja uma sociedade mais igualitária a inclusão dos grupos minoritários em espaços públicos, como por exemplo, negros, indígenas e portadores de deficiência. A inclusão deles remetem a um passado de opressão na história brasileira onde esses grupos sofreram com preconceitos e discriminações que se perpetuam até os dias de hoje.
Com a outorgação da abolição da escravatura em 1888 cerca de 700 mil escravos conquistaram sua liberdade e enfrentaram novos desafios na condição de libertos. A partir deste momento a disparidade entre as etniais começou a apoderar-se na sociedade brasileira. Desta maneira a elite branca se tornava a maioria nos mais diversos espaços públicos: universidades, cargos políticos e figuras públicas. O grupo minoritário por sua vez tinha pouquíssima acessebilidade a fontes de estudos. Até o ano de 2011 esse cenário de desigualdade estava estagnado, uma vez que não existia projetos de leis que equiparassem determinados grupos que foram prejudicados em sua história passada.
No ano de 2012 a então presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei de cotas sociais que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes negros, indígenas, portadores de deficiência, baixa renda e estudantes de escolas públicas. A lei tem como objetivo corrigir injustiças históricas provocadas pela escravidão e desigualdade na sociedade brasileira. O sistema de cotas trás o equilibrio dos grupos sociais dando oportunidades iguais a todos. Nos dias atuais este sistema se provou eficaz, uma vez que os negros são maiorias nas universidades públicas.