Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 14/04/2021

De acordo com pesquisas científicas, os humanos não possuem raça, portanto não podemos ser dividos por essa categoria. Porém, todos temos o conhecimento de que as pessoas negras, pardas e indígenas sempre foram consideradas inferiores pela sociedade. Por conta disso, a possibilidade destes de terem uma menor condição financeira devido ao preconceito, ainda é muito alta. Juntamente com o sistema de ensino público precário nas escolas, o acesso ao ensino superior se torna cada vez mais difícil.

Para solucionar o problema foi criado o sistema de cotas, tendo como objetivo o possível acesso a melhores faculdades para estudantes de escolas públicas. Com isso, a seleção de alunos que obtiveram um melhor sistema de ensino foi reduzida.

Uma grande parte da população pensa que pelo fato dessas pessoas entrarem em universidades pelo sistema do cotas, elas não possuem a mesma capacidade daqueles que não estraram dessa forma, e que, por consequência, o prestígio e o nível de ensino da instituição diminuirá, o que não é verdade. Foi comprovado por meio de uma pesquisa feita em 2003 pela Universidade de Campinas(Unicamp) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UER), que os alunos cotistas tendem a se empenhar ainda mais quando comparados áqueles que não utilizaram desse sistema, pelo fato de darem mais valor a vaga que os foi proporcionada, provando, assim, que todos possuem a mesma capacidade.

O sistema de cotas, tanto social quanto racial, é muito importante, porque ele estimula a inclusão daqueles que são desfavorecidos na sociedade. No entanto, ele não seria necessário se medidas fossem tomadas para contornar essas situações. No caso das cotas socias, ela poderia não ser mais necessária se o governo melhorasse a base escolar, sendo ela o fundamental I, surgisse com uma intervenção para a melhora dos programas socias, para que os alunos possam se concentrar em seus estudos. Já no caso da cota racial, ela será necessária até que a população entenda que o problema não está em ser diferente, e sim no preconceito construido acima dessas diferenças. Para que crianças não cresçam com esse preconceito, é muito imporante que pais sejam tolerantes e ensinem que é errado possuir este tipo de pensamento. A inclusão de aulas e palestras sobre etnias também pode contrbuir com o avanço ao conhecimento sobre esse tópico.