Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 18/04/2021

A necessidade do sistema de cotas nas universidades

De acordo com a ciência, o termo raça é inexistente quando se trata de pessoas. Porém, a maneira de tratar uma pessoa negra de forma indiferente dos demais ainda é um grande problema. O racismo existe, ele é uma construção da cultura baseada nos princípios históricos, onde o negro é tratado como um ser inferior, e por conta deste problema em parceria com a pobreza eventual dessas pessoas e a educação precária do país, o acesso ao ensino superior se torna mais difícil.

No processo seletivo de universidades foi instalado o sistema de cotas, facilitando a entrada de negros, indígenas e estudanes de instituições públicas. Desta forma, a seleção restrita de alunos que conseguiram suas vagas por conta da educação privilegiada que receberam, é reduzida.

No pensamento de muitos, os alunos que foram aprovados em universidades por meio do sistema de cotas são menos capazes do que aqueles de ampla concorrencia. Porém, no ano de 2003, a Universidade de Campinas e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro realizaram uma pesquisa que obteve como resultado uma porcentagem de desempenho dos alunos cotistas maior que a de alunos que se ingressam pelo sistema regular. Os estudantes cotistas tendem a valorizar mais suas vagas nas universidades e possuem taxas de evasão menores, com destaques aos cursos que são considerados de baixo prestigio.

O sistema de cotas é uma inclusão extremamente necessária, mas deve ser um método temporário.  As cotas não são o suficiente para o combate da desigualdade no ensino superior da população brasileira. Uma solução para uma possivel melhora neste problema é o investimento por parte do governo brasileiro na melhora do ensino nas escolas e nos programas sociais, igualando a aquele oferecido por instituições particulares de ensino. Desta maneira, o estudante terá a possibilidade maior de se dedicar mais aos estudos.