Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 18/04/2021

Dia 13 de maio de 1888: que recebeu o certificado de  liberdade, igualitario a pobreza, Milhões de negros vagando pelas ruas no dia 14 de maio de 1888, sem nenhuma projeção de nação e sem um projeto de inclusão. Assim, com a Abolição da Escravatura, o Brasil carrega uma dívida histórica com o povo negro, com isso as políticas afirmativas implementadas em 1997 são obrigadas a buscar uma inclusão social do povo negro que foram marginalizados. Pois, isso se torna fundamental, já que é uma análise feita pelo próprio Estado, que tem a importância do acesso à educação, como ferramentas de inclusão social. De primeira análise, o Estado é um dos motores principais pela busca da inclusão e justiça social, com isso, o Poder Executivo vem tentando garanti-los. No livro de Aristóteles “Ética a Nicômaco” a política e o Estado tentam garantir a felicidade e os direitos dos cidadãos, para que dessa forma, eles possam  conseguir suas virtudes e buscarem o bem entre todos. Da mesma forma, essa eficácia já comprovada, através de dados e pesquisas do MEC, da política de cotas no Brasil, foram um dos mecanismos que o Estado se cobriu para garantia dessa inclusão social, que parte de uma população que até os dias atuais nos deparmos com um lamentável racismo estrutural. Que, de maneira rápida, as políticas afirmativas têm mudado essa triste realidade social no Brasil. Outro método que  já é cientifico e altamente comprovado, tanto que o acesso à educação é uma ferramenta crucial na busca da inclusão social. Porém, de acorodo com Paulo Freire “para que o Brasil possa avançar e corrigir suas desigualdades sociais faz-se imprescindível a efetivação de um amplo e amplo sistema educacional” com base nisso, as políticas afirmativas proporcionam uma maior cobertura na educação, já que quase 10% dos universitários são negros, porém antes da implementação das políticas afirmativas esse número era menor do que 2%, de acordo com dados administrados. Sendo assim, é papel do MEC junto com a associação civil e o Movimento Negro, dentro da realidade socioeconômica do Brasil, buscar aumentar e garantir as políticas afirmativas, com a ação de projetos e grupos capazes de fiscalizar e acompanhar os efeitos causados pelas implementações anteriores, com a influência de gerar apoio para que assim continue com a permanência dos contemplados por meio de programas assistências que estão dentro da própria Instituição: “com o intuito de que, ao contrário da Abolição, possamos agregar mecanismos para a metamorfose de uma sociedade mais justa, igualitária e de inclusão”.