Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 09/11/2022
A crônica “Eu sei, mas não devia”, de Marina colassanti, exemplifica necessidade de tirar da invisibilidade assuntos que são frequentemente esquecidas ou ignoradas na sociedade. Essa obra pode, nesse sentido, fazer referência a questão do sistema de cotas nas universidades, dado que temas iguais a esse são visto como uma forma de retrocesso, em vez de inclusão social. Logo, como catalisadores da problemática, convém analisar a falta de informações e a negligência estatal.
Sob esseviés, a inércia midiática precisa ser discutida. Segundo o filósofo Jurgen habermas, a democracia e a liberdade só é efetiva quando há a troca de conhecimentos entre os cidadãos e as instituições sociais. Observa-se, contudo, que algumas esferas, como a mídia, falham em promover informações sobre a importância do sistema de cotas para facilitar a entrata de pessoas em situações de vulnerabilidade nas universidades. Desse modo, é inaceitável que essa questão continue a perdurar, tendo em vista que muitas pessoas, sem acesso a informação, veem essa ferramenta de forma retrógrada, sem enchegar os reais benefícios desse instrumento de inclusão.
Além disso, o fator governamental precisa ser aprofundado. Acerca disso, segundo o economista Murray Hothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar um retorno imediato de capital político, nelgigencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como o acesso ao sistema de cotas. Sob essa lógica, nota-se que o Estado, com o intuito de minimizar gastos com a inclusão social, tem uma postura passiva diante da promoção de estratégias para ampliar a entrada de pessoas em situações de vulnerabilidade nas universidades. Assim, o papel inerte do Governo diante dessa questão é inadmissível, visto que, sem uma abragência em larga escala da Lei de Cotas, aumenta o número de pessoas que têm precisam enfrentar árduos desafios para ser inclusas nas universidades.