Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/10/2022
O Feudalismo, mesmo que ocorrido na Europa em plena Idade Média, deixou consequências que perduram até a contemporaneidade, visto que a concentração fundiária promovia a desigualdade social. Esse fator, é um dos contribuintes para a exclusão de alguns grupos em diversos âmbitos, dentre eles, o meio universitário. Devido a isso, foi criado o importante sistema de cotas, a fim de amenizar a desproporção entre as vagas classificativas.
Nessa perspectiva, reafirma-se a ideia de uma educação de qualidade e igualitária à toda população, direito o qual é assegurado na Constituição Federal no art.205. Caso essa lei, fosse seguida de forma correta, não haveria a necessidade da implementação de projetos inclusivos, porém ainda há persistência em relação a eletização desses espaços educativos. Considerando assim, uma urgência em prol da resolução dessa problemática tão exclusiva, numa sociedade, como a do Brasil, a qual possui uma das maiores diversidades culturais do mundo.
Diante desse cenário, fica evidente que o avanço perante à invenção das cotas, é, sem dúvida, participante de um processo inclusivo, porém, isso demonstra um retrocesso social. Pois, foi necessário ter criado uma medida radical para que as pessoas começassem a abranger nas universidades negros, seres de baixa renda e vindos de escolas públicas, por exemplo. Infelizmente, mesmo com tanta diversidade, o Brasil ainda é um país colocado em nona posição do ranking da desigualdade social, o que enfatiza uma desconstrução perante à essa questão.
Em suma, cabe ao Governo juntamente ao MEC, Ministério da Educação, assumir a responsabilidade da fiscalização quanto à quem está se aproveitando das cotas, pois deve haver certa rigidez quanto a esse quesito. Além do mais, teria que haver maior disponibilidade de vagas direcionadas a esses grupos em específico, de maneira justa, até para também não desfavorecer a ampla concorrência. Por fim, esses planos governamentais poderiam ser expostos por meio das mídias, como instagram ou jornais, por terem mais visualizações, com o intuito de ter uma popularidade maior nesse plano, uma vez que a universidade é um ambiente para todos.