Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 19/10/2022
O filme “M8 - Quando a Morte Socorre a Vida” retrata os problemas gerados pelo sistema de cotas, por meio da narração da história de vida de um universitário negro e cotista. Fora da ficção, esse sistema enfrenta diversos desafios, um deles é a discussão quanto a sua necessidade. As cotas - sociais e raciais - são necessárias e inclusivas, pois vive-se em um mundo com racismo estrutural e divergências na educação pública e privada.
A princípio, deve-se ressaltar como o racismo estrutural influencia essa inclusão. A problemática decorre que o preconceito presente em pequenas ações que passam desapercebidas, como na escolha de um novo trabalhador, segrega grande parte das pessoas que não são brancas. Um dado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) exemplifica essa questão, visto que quase 50% dos desempregados, pós-pandemia, são negros. Dessa forma, é perceptível que essas vítimas do racismo, como negros e indígenas, acabam vivendo em condições piores. Um reflexo disso é a falta de investimentos na educação dos filhos, o que dificulta a entrada desses cidadãos em uma universidade por um processo seletivo que a minoria mais rica se prepara melhor, por ter acesso a mais recursos.
Ademais, é necessário destacar a disparidade entre a educação básica - necessária para ingresso nas universidades - do sistema público e privado. Uma notícia da Folha, retrata essa problemática, já que na pandemia alunos da rede pública ficaram meses sem o acesso ao conhecimento, por falha governamental. A falta dessas aulas, assim como outros problemas do sistema público, atrasou a educação dos alunos, que acabaram perdendo grande parte da aprendizagem essencial. O mesmo não aconteceu nas instituições privadas. Assim, ocorre a ruptura com os Direitos Humanos que garante uma educação de qualidade a todos, situação que não acontece na realidade.
Diante desse cenário, a ONU (Organização das Nações Unidas) poderia desestimular o racismo estrutural por meio de programas didáticos, como jogos e palestras, a fim de mostrar a importância da igualdade. Além disso, os governantes mundiais deveriam investir na educação pública básica, o ensino fundamental, através de novas verbas, para diminuir a desigualdade com as escolas privadas.