Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 19/10/2022

Em 1988, Ulysses Guimarães, advogado e político brasileiro, promulgou, por intermédio de ideais igualitários, a Constituição Federal estabelecendo a todo cidadão brasileiro o direito à educação. Nesse viés, se apresentam as cotas universitárias,a qual garante um auxílio às minorias sociais para um prelúdio ao estudo de caráter superior, servindo assim como forma de mascarar desvios educacionais enraizados no estado sociedade que permeia os confins brasileiros.

Diante de tal cenário, se pode inferir que o sistema de cotas universitárias, em uma realidade antiutópica e desigual vivenciada em território canarinho, surge como meio de igualdade de direitos e de deveres, garantindo assim a democratização, mesmo que insuficiente , do acesso ao ensino e a educação.

Em contrapartida, se demonstra como uma possível forma de descriminaçao racial, já que, em tese classifica indivíduos de cutis divergente a branca como “inferiores” intelectualmente, necessitando assim do auxílio de cotas. Porém se sabe que o intelecto não apresenta correlação com a etnia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice daqueles que não sabem ler e escrever é maior na população negra, com 8,9%, demonstrando assim a essencialidade das cotas para a igualdade e inclusão de tais indivíduos.

Em Suma, em um modelo de sociedade não utópico, as cotas se apresentam como necessárias para a diminuição da desigualdade no Brasil. Contudo tal problema poderia ser solucionado a partir da intervenção do Ministro da educação para garantir a democratização da educação igualitária a todos, sendo a mesma de qualidade . Para que assim questões como cotas não precisam ser levantadas.