Cotas nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 21/09/2023
A música “Cota Não É Esmola” usa o cotidiano de uma pessoa preta para argumentar que as cotas são necessárias. Em paralelo com a realidade brasileira, é evidente a pertinência que a obra possui, pois as vagas reservadas nas universidades são instrumentos de inclusão social que contribuem para o acesso de pessoas excluídas da sociedade ao ensino superior e a representatividade de indivíduos marginalizados.
Primeiramente, a escritora Djamila Ribeiro relata como as cotas raciais foram importantes para seu ingresso na faculdade pública, visto que na realidade em que ela vivia isso era um sonho inalcançável. Nesse sentido, as vagas reservadas proporcionaram diversas oportunidades para indivíduos excluídos socialmente de entrar no mercado de trabalho com uma graduação no currículo, o que é muito valorizado na contemporaneidade no Brasil. Assim, é perceptível a importância das cotas na vida de pessoas invalidadas pela falsa meritocracia existente no cotidiano brasileiro.
Outrossim, a representatividade de indivíduos marginalizados nas universidades é extremamente importante para mostrar à próxima geração que é possível. A escritora Chimamanda Adichie alerta que os estereótipos limitam o pensamento humano, evidenciando as lacunas da representatividade de minorias, o que contribui para o agravamento de preconceitos enraizados. Nessa perspectiva, é de grande valia que os jovens se vejam na faculdade por meio de representações de indivíduos que quebraram tais estigmas e ingressaram no ensino superior.
Portanto, as cotas são ferramentas de inclusão social e devem ser expandidas para alcançar mais pessoas. Nesse sentido, o Governo deve ampliar as vagas disponíveis e divulgar a relevância do sistema de vagas reservadas, por meio da legislação e da mídia , com finalidade de disseminar ainda mais a educação superior e informar a população. Assim, tornando a graduação mais acessível e equânime.