Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro

Enviada em 07/10/2019

O movimento migratório não é algo inovador na história da humanidade, pelo contrário, a busca por um lugar apropriado para prosperar é inerente da natureza humana. Entretanto, o cenário atual revela uma crise sem precedentes, na qual as pessoas estão deixando seus países para fugirem das guerras civis, das perseguições politicas e da fome. Consequentemente, a chegada inesperada destas pessoas gera enorme impacto  nos serviços públicos, bem como episódios de xenofobia.

Seguramente o mundo está passando por uma das piores crises migratórias, países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil são os principais destinos dos imigrantes. De acordo com a Polícia Federal, somente em 2017 mais de 30 mil venezuelanos se deslocaram para o Brasil. Por consequência, a chegada em massa destas pessoas, principalmente na região norte, gerou enorme pressão nos serviços públicos. Além disto, a não absolvição dessas no mercado de trabalho gera a marginalização das mesmas e consequente aumento da violência e sensação de insegurança.

Evidentemente, o fluxo migratório sobrecarregou os serviços sociais e trouxe o aumento na criminalidade naquela região, bem como  incidentes de xenofobia. Este, por exemplo, ocorrido na cidade de Pacaraíma, em Roraima, na qual a população revoltada com o espancamento sofrido por um morador durante um roubo cometido por venezuelanos, expulsaram os imigrantes que ali estavam acampados, tendo estes que retornar ao seu país, deixando pertences os quais foram incendiados pelos revoltosos.

Dessa maneira, a crise humanitária é um grave problema humanitário que requer envolvimento diplomático dos Estados, a fim de sanar os conflitos políticos de alguns países, como a Venezuela. Ao poder público  cabe à aplicação de recursos que qualifiquem os serviços básicos para atender a demanda da população local de forma efetiva, bem como ter suporte para as demandas dos imigrantes, qualificando sua mão de obra para os inserirem no mercado de trabalho.