Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro
Enviada em 20/04/2020
Olhares que buscam o Brasil
Um tema bastante polêmico que nos remete a pensar não apenas no século XXI, mas em tempo passados, onde a migração ao nosso País sempre foi muito grande. Quem de nós não tem antecedentes nos povos mais antigos da Europa ou da Ásia que após várias guerras fez seus habitantes saírem da terra natal para procurar novos países que pudessem sobreviver mesmo que refugiados? Lá nos tempos da colonização recebemos vários povos que vinham apenas para explorar esta terra e voltavam aos seus países de origem com grandes fortunas em ouro e alimentos que aqui eram abundantes nas terras indígenas.
Nós aqui no Brasil presenciamos há alguns meses atrás a invasão dos povos principalmente vindos da Venezuela, Bolívia e Colômbia, onde seus governos ditatoriais, comunistas e de extrema esquerda fazem barbáries com os cidadãos, muitas vezes deixando a beira da fome, doenças e sem o mínimo de dignidade os levando a invadir o país vizinho, que no caso o Brasil, para conseguir trabalho, melhores condições de vida e sobrevivência de suas famílias. Mas a visão do povo brasileiro hoje não é a mesma de anos atrás. Alguns entendem as condições destas pessoas que buscam abrigo em nosso país, mas alguns acham que, se acolher estas pessoas, estamos deixando de atender ao povo brasileiro. Acham que vai faltar trabalho, vai faltar comida, nosso sistema de saúde já é ruim aos brasileiros, imagina para atender a estas pessoas dos países vizinhos.
Vamos então pensar de que forma podemos absorver estas pessoas e não prejudicar o povo brasileiro. Dando a eles, comida, um teto, um mínimo de instrução e vamos explorá-los como uma mão de obra escrava, que vamos manter nos porões das casas ou nos galpões clandestinos, sem ver o Sol e trabalhando muitas horas por dia até que cheguem à exaustão. Desta forma não irão atrapalhar nós brasileiros e farão o trabalho que muitos de nós não queremos fazer.
Em meio a tantos desses que estão trancados nas garagens temos muitos professores que falam várias línguas, muitos mestres e doutores que em seus países eram pessoas respeitadas e reconhecidas por onde passavam. Tinham seus diplomas universitários e muitas vezes conhecimento em tecnologias que por nós ainda são desconhecidas. Precisamos mudar esta visão com relação aos nossos compatriotas que, ao invés de pensarmos que somente estão aqui para tirar nossa vez, podem nos oferecer muito mais do que mão de obra nas oficinas, podem nos oferecer cultura e ensinar a valorizar o que temos, pois ninguém, de forma alguma sai de sua terra, porque a ama sai porque é expulso e explorado por governos que não são valor ao ser humano.