Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro
Enviada em 21/04/2020
Fonte de Riqueza
Em 2019, a instituição Médicos Sem Fronteiras reconstruiu pinturas famosas a partir de fotografias de imigrantes, de modo a aproximar seu sofrimento da realidade da população. No Brasil, a questão da imigração foi recentemente destacado pelo fluxo vindo da Venezuela. No entanto, o que se revela, infelizmente, é um olhar de repulsa aos estrangeiros pelos brasileiros. A sua causa consiste no sentimento xenófobo presente na população, e leva à perda de um valioso encontro para a nação.
Nesse sentido, a xenofobia revela-se como principal causa do embarreiramento a estrangeiros. E essa aversão aos imigrantes, que se manifesta por casos de violência física, verbal ou psicológica, entre outros, tem sua origem no medo. Por exemplo, os indivíduos temem que, com a vinda dessas pessoas, falte emprego ou assistência médica à população nacional. Desse modo, entende-se que a xenofobia é um entrave para os imigrantes, e que é ocasionada pelo temor da população acerca das garantias de seus direitos básicos.
Consequentemente, o que se observa é o bloqueio de uma interação extremamente benéfica para os brasileiros. Na biologia, estuda-se que quanto maior a diversidade genética de uma população, maior a sua chance de sobrevivência. No âmbito cultural, não é muito diferente, visto que quanto maior a diversidade de costumes de uma nação, mais rica ela fica, e mais pessoas ela integra. Essa benéfica relação é facilmente vista no Brasil, onde, ao longo da história, diversas culturas formaram uma identidade nacional. Sendo assim, é evidente o benefício da recepção de estrangeiros.
Portanto, conclui-se que o olhar brasileiro avesso aos imigrantes explica-se pela xenofobia gerada pelo medo, e impede que haja uma relação benigna entre esses e os brasileiros. Para contornar este problema, é imprescindível que seja assegurada à população que a chegada dessas pessoas não implicará em nenhuma perda. Isto pode ser feito por meio de um programa do Ministério dos Direitos Humanos que direcione verbas específicas ao atendimento de imigrantes necessitados, advindas de doações. Estas podem ser incentivadas com propaganda nas mídias, promovida pelo mesmo ministério, que demonstre que imigrantes não são perdas econômicas, mas fonte de riqueza cultural.