Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro

Enviada em 18/11/2020

Desde a Segunda Guerra Mundial, os fluxos migratórios se intensificaram no globo terrestre e inúmeras pessoas passaram a deixar o seu país de origem para viver em outro, como, por exemplo, no Brasil, visando alcançar melhores condições de vida. Entretanto, atualmente, esse deslocamento de indivíduos de uma região para outra está ocasionando uma grave crise migratória, que está se tornando um problema na pátria brasileira. Sendo assim, convém analisar como a negligência do Estado e os preconceitos influenciam essa problemática.

Nesse contexto, em primeira análise, muitos migrantes que chegam ao Brasil passam por dificuldades para adquirir os direitos previstos pela Constituição Federal de 1988. Tal fato acontece, pois, há uma omissão governamental que impede a legalização desses indivíduos no país, o que contribui para que eles encontrem adversidades para se inserirem, por exemplo, no mercado de trabalho. Dessa forma, por causa dessa falta de comprometimento do governo, segundo o Portal G1, da emissora Rede Globo, vários Venezuelanos têm dificuldades para conseguir um emprego formal e encaram subempregos em Cuiabá, algo que revela uma situação bastante grave.

Ademais, em segunda análise, urge destacar como questões culturais impactam na atualidade. Nesse viés, na Grécia Antiga, em Atenas, estrangeiros eram considerados bárbaros e não tinham direitos como os cidadãos atenienses. À vista disso, conforme o filósofo Pierre Bourdieu afirma, a sociedade incorpora, neutraliza e reproduz padrões, o que faz com que pessoas ainda tenham um olhar preconceituoso com indivíduos vindos de outros países e muros, como o fronteiriço entre os Estados Unidos e o México, sejam construídos e, consequentemente, ocorra uma segregação entre os seres humanos.

Portanto, tendo em vista os aspectos abordados sobre a negligência do Estado e os preconceitos, é preciso que medidas sejam tomadas. Cabe ao Governo Federal, como instância máxima de poder do Brasil, ampliar os órgãos responsáveis por legalizar migrantes no país, por meio investimentos monetários, para que, desse modo, pessoas de outras nacionalidades adquiriam os direitos previstos pela lei brasileira. Além disso, é necessário que a Mídia, grande difusora de informações e principal meio formador de opiniões, promova campanhas para a redução do preconceito, por intermédio das redes sociais, para que, assim, não ocorram pré-julgamentos contra estrangeiros.